Os heróis não são Reis
Mil pessoas não choram
Estão todos ali
Com as mãos para o alto
Louvores de quem
Para quem os céus abrem alas
Qualquer grito se cala
Violinos tremem
O pé bate em compasso
O som esta no aço
Agarre o ar para ver
Gire o leque
O calor dispara
Um tiro de festim
É festa no espaço
Pegue, amare o traço
Esqueço do fim, o nó
Para chegar ao começo do mês
O que dizer de mim
Se há tantos por aí
Um e outro e outros tantos
Por tantos uma vela
Apega a luz
A chama da ideia
No fim do show morre a plateia
Nenhum ateu amou alguém
Nem o seu Deus
Salve-se
Se por ventura estiver salvo
Acertar o alvo certo
Tomar para sim o que há de ti
Quem jamais pode ver
Lagos e cores e músicas
Morreu a primavera
Éter das canções
Mortalha: tocaia de arma branca
Refrão que desfaz o mote
Faz cantar o verso
Remorso da oliveira
E do óleo que a fez beber
(...)
Sem ter dó nem sol
O som esta no aço
O verso
Na canção
Faz-se o próprio
Ponto final
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