Simplesmente um céu azul, celestialmente azul. Sem pessoas, apenas uma linha branca traça pontos imaginários. Algum avião por aí se foi. E no mais, simplesmente um puro céu azul, celestialmente azul. Talvez se encontre alguma fração matemática invisível. Em síntese, tudo se resume a um simples céu azul e, talvez cavalos do Zodíaco.
Fabulário geral dos delírios que se configuram cotidianamente e são dignos de serem elevados à luz.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Complexo Minimalista
O ontem aconteceu como o hoje que passará. O hoje passará. O sol do lado oeste se põe. A lua do lado leste se expõe. O hoje rumo ao fim. O ontem aconteceu. Simples assim.
sábado, 18 de junho de 2011
à Manoel de Barros
eu tenho pelo vício
a desesperança.
Carrego desde criança
uma voz negativa
à esperança. Isso vem do jeito
de roer o ar nas noites frias
de minha infância.
a desesperança.
Carrego desde criança
uma voz negativa
à esperança. Isso vem do jeito
de roer o ar nas noites frias
de minha infância.
domingo, 12 de junho de 2011
Solicitude*
É preciso orientar as notas musicais
E cuidar dos asilo das flores.
A criatura menos órfã do universo é a estrela
E a mais indiscreta, o homem.
O poeta guia a música.
A morte atrai o tempo,
O demônio atrai a guerra.
Tenho pena dos que vão nascer.
* Poema de Murilo Mendes
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