Pássaros plantados em vasos
Onde crescem as violetas
Terras violáceas adubadas
Estrato virgem de terra do mato
Aqui o capim do aipo
Brota pelo piso de concreto
Damas de longos vestidos
Pequenas plumas de pássaros
O verão chama as andorinhas
Os insetos perdem a calmaria
A ordem não perde o direito
Fato atribuído pelo espírito natural
As violetas florescem
Os patos adormecem
Brota o sol no monte belo
Evapora o orvalho da pastagem
Corre o sol pela abóbada celeste
Alimenta-se com a fotossíntese o cipreste
Falta coragem para a chuva cair
Não é por falta de flores
Que a rotina não pode existir
(...)
Ainda há tempo para apanhar
O vento sul num campo
Colhendo o centeio seco
Bebendo um copo de néctar
Empinando pipas de vinho
Tinta não faltará
Para pintar o oceano
Na flor da idade
Bailarinos param na ponta dos pés
Olhando longe flutuando
Sob vontade e representação
O sentido a se perder
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