Palavras preenchem jornais
Figuras adornam revistas
Nada de mais, o mais está
Nas pipas que colorem o céu
Para brincar de amigo
Um amigo pula na água
Buscando a pipa que faz lembrar
Algo que seu pai não pode lhe dar
Francamente, parem de mostrar
Alarmar os males desse mundo
Pois em volta há de haver tons lindos
Sem roubos nos mistérios
Peixes fazem acrobacias
Cantam os galos alegres
Podemos nos distrair
A paulicéia cosmopolita
Abriga multidões num único berço
Sem ler o terço
Muito menos ver o noticiário
Voltamos às pipas
Empinadas pelos ventos tempestivos
Atrativo do carnaval nacional
Afinal, em festas e cores
Samba e ritual
Deixa-se a avenida celestina
Plena de colírios
Acalmando os delírios casuais.