Sambaqui
Aqui se samba
Nesta terra
de gente bamba.
Fabulário geral dos delírios que se configuram cotidianamente e são dignos de serem elevados à luz.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Bicho - Mata
A aurora vai sair da toca pororoca batuque de tambor. Bicho chato grilo saltador pula pipoca tatu bola rola maloca formigas a laborar mata clara barulho sem temor. Pescaria Martin pescador. Roedoras sementes de dois cotilédones dentes a roer o gavião águia do grito alerta alvoroço de pernas asas no entardecer. Tartaruga marcha lenta fuga se não for esperta vira sopa vai pro papo de bicho animal matador. Tucano fulano bico de cano astuto por ventura voa das alturas talvez no mar peixe a grasnar iras verdades mentiras a dizer. Prazer demente gaivota comedora de nozes. Pra gente bicho do mato livre a delirar em voos bater cambalear sem pensar. Verdes matos tato de girassol rosa sete capotas no amarelo Íris no arco de ouro do sol. Besouro bêbado escuro da tarde noite dos dias delírios de flor. Massa encefálica e outros ladrões caçadores caçam divina luz que a lua conduz.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Lembranças de Guerra
Toda vez invento meu cotidiano ao animar lembranças atávicas dos meses em que me encontrava caminhando sobre rochas decompostas pela intempérie dos dias e noites que movimentavam as fazes da lua e havia passado sem dormir. Em outubro de 1912 lancei ogivas radiativas na alma de meio mundo imundo pelo vírus da estupidez. Os Coquetéis de Molotov que encontrei lancei virtuosamente sobre a cabeça dos milhões de idiotas, idiotas pela falta de tato, irreflexivos no ato nada sensato de falar o que convém. No ultimo verão cravei lanças nos olhos furando miolos e me recordei: “a vida é promessa do além, amém!” No mesmo instante bateu o desejo que se tornou constante esfacelei crânios com balas de gerânios acelerando a metamorfose da vida eu sei. Por alguns instantes tive a nostalgia de comer tijolos em Berlin andar vestido de vermelho em Pequim onde três pandas olhavam de soslaio para mim ficando sem minha ultima estrela na manhã sonora que por hora recordei. Acordei em mares que naveguei. Vi vivas vidas e lamentei o dia ao qual falei pro Cosmos que ele fora assassinado por um grupo de homens armados de braços dados com o Caos julgado por perder sua juventude. E por fim visto branco toda vez que penso que há quem no sono se esvai no além distante onírico do presente que se mantém e são nos paredões que se velam vozes para acabar com a insistente resistência do sonho de alguém.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Em um canto de tela por aí
No arrebol a noite vaga. Contempla sua escuridão escarlate de noite que não foi invadida pela lamúria e delírios dos clarões. Orvalho na serrania. Refúgio para serenas almas que bebem o chá-da-serenidade. Clarim de grilos sobre a rocha. A verdadeira música além do plano de silêncio. Cruza a floresta a flor na orelha do peludo primata. A chuva turva e fria sobre a trombeta-rosa nos campos deixa rãs e sapos em cio. No arrebol a noite vaga. Acolhe o medo que divaga rubente no céu de chumbo monumentalmente estático.
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